TRAMA @ MAUS HÁBITOS (MH) & PASSOS MANUEL (PM)
00h00 - KK NULL (PM) - Concerto
01h00 - SOFT CIRCLE (MH) - Concerto
02h00 - SIR ALICE (PM) - Concerto
02h30 - DJ MR. MUECK (PM) - Concerto
02h30 - BLACK SUGU (MH) - DJ
00h00 - KK NULL (PM) - Concerto
01h00 - SOFT CIRCLE (MH) - Concerto
02h00 - SIR ALICE (PM) - Concerto
02h30 - DJ MR. MUECK (PM) - Concerto
02h30 - BLACK SUGU (MH) - DJ
BLACK SUGU
Blacksugu são BlackBambi (Miguel Bonneville) e DJ Sugo (Susana Guardado), dupla que surge a meio de 2007, encontro resultante de uma residência artística onde a música se tornou o ponto de cruzamento entre a performance e as artes visuais. As festas Blacksugu têm como base conceitos de liberdade e improvisação, em que DJ, MC e música old school, pop e electrónica servem para transformar a noite num estado de constante revolução.
Mais info:
www.myspace.com/blacksugu
Mais info:
www.myspace.com/blacksugu
KK NULL
As práticas artistas ligadas ao noise surgiram no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Vieram incorporar vários conceitos pós-modernistas de ruptura com concepções dialécticas ou idealistas e de dessacralização cultural e social, recorrentemente através de estratégias de excesso, de abuso e de confronto entre conceitos radicados num vasto espectro de culturas e de momentos da história, sem olhar a quaisquer tabus ou necessidade de coerência.
As matérias primas sonoras usadas são tanto musicais como não-musicais, mas abordadas e transformadas de forma a transbordarem para fora de formatos musicais tradicionais. Especialmente no noise oriundo do Japão (e em algumas vertentes ocidentais) é notório o empenho em manter o noise enquanto ruído (noise), num exercício constante de se excluir da musicalidade que vai conquistando o seu território pela cristalização de formas e pelos processos de aculturação. Ele vive da sua indisponibilidade para se tornar música ou mesmo o seu contraponto. Um noise que se quer exterior a conceitos de musicalidade, em mutação contínua, em movimento perpétuo, sem território preciso, e assim sempre heterogéneo e ambíguo.
Esta força motriz artística vemos aplicada à instrumentação, à produção, aos formatos e também à forma como se disponibiliza ao público (como por exemplo a enorme, quase absurda, quantidade de discos, muitos em edições que não ultrapassam os 100 exemplares).
A qualidade informe do noise, a maneira como escapa às tentativas de o enformar num discurso, vem conferir-lhe também um carácter extremamente material. E, simultaneamente, aproxima-o da performance, na forma como nos coloca perante uma presença, deixando o seu material apenas ser, fora de qualquer regra, porque surge de um excesso extremo de regras que apontam em todas as direcções.
Um dos nomes fundamentais do noise japonês é KK Null, ao lado de Merzbow, C.C.C.C., Masonna, Incapacitants, Gerogerigegege, Hanatarash, entre outros.
Natural de Tóquio, onde nasceu em 1961, KK Null (Kazuyuki Kishino) é, desde os anos 1980, uma referência e um nome de culto do noise, dos extremos mais duros do rock e da música experimental.
Após breves estudos de Butoh nos workshops Mai-Juku do coreógrafo e performer Min Tanaka em 1981, Kishino iniciou a sua carreira musical com improvisações na guitarra que apresentava nos clubes de Tóquio.
Ainda nos anos 1980, viria a colaborar com Merzbow e com Tatsuya Yoshida (dos Ruins) e Masashi Kitamura na banda YBO2. Fundou o trio de 'noise/rock' Absolut Null Punkt e a banda Geva2 com Yoshida e Yamatsuka Eye (Boredoms). Em 1985, criou a sua própria editora, a Nux Organization, onde foram lançados trabalhos de bandas como os Melt-Banana e Space Streakings. Foi ainda produtor da série de compilações com bandas japonesas Dead Tech que contribuiram de forma decisiva para o reconhecimento internacional da música alternativa japonesa desde o início dos anos 1990 até aos nossos dias.
KK Null tornar-se-ia ainda conhecido enquanto mentor, guitarrista e vocalista dos Zeni Geva, banda de rock hardcore progressivo, com albums produzidos por Steve Albini, duas gravações para as John Peel Sessions da BBC e extensas tournés pela Europa, EUA, Austrália e Japão.
Ao longo da sua longa carreira, KK Null teve colaborações com importantes nomes da música experimental e improvisada como Z’ev, Chris Watson, Daniel Menche, Keiji Haino, Seiichi Yamamoto, Jon Rose, Philip Smarttzis, Alexei Borisov, John Zorn, Jim O’Rourke, Zbignew Karkowski ou Fred Frith entre muitos outros. Foi convidado a participar em festivais internacionais como o Sonar (Barcelona), Beyonde Innocence (Kobe/Osaka), Exiles (Berlim), International Sound Art Festival (Cidade do México), Totally Huge New Music Festival (Perth, Austrália), Avanto (Helsínquia), All Tomorrow's Parties (Inglaterra), International Festival Musique Actuelle (Victoriaville, Canadá), Présences Électroniques (Paris), entre inúmeros outros.
Nas suas performances a solo, KK Null tem vindo a abandonar a guitarra enquanto seu instrumento de eleição ao longo de vinte anos, para se dedicar a explorações no território da electrónica, criando intensas ondas sonoras de 'noise', ambientes electroacústicos, desconstruções rítmicas, esculturas sonoras ou 'drones' que poderiam ser descritos como “noise cósmico maximal/minimalista”.
Mais info:
www.kknull.com
www.myspace.com/00kknull
Colaboração:
As matérias primas sonoras usadas são tanto musicais como não-musicais, mas abordadas e transformadas de forma a transbordarem para fora de formatos musicais tradicionais. Especialmente no noise oriundo do Japão (e em algumas vertentes ocidentais) é notório o empenho em manter o noise enquanto ruído (noise), num exercício constante de se excluir da musicalidade que vai conquistando o seu território pela cristalização de formas e pelos processos de aculturação. Ele vive da sua indisponibilidade para se tornar música ou mesmo o seu contraponto. Um noise que se quer exterior a conceitos de musicalidade, em mutação contínua, em movimento perpétuo, sem território preciso, e assim sempre heterogéneo e ambíguo.
Esta força motriz artística vemos aplicada à instrumentação, à produção, aos formatos e também à forma como se disponibiliza ao público (como por exemplo a enorme, quase absurda, quantidade de discos, muitos em edições que não ultrapassam os 100 exemplares).
A qualidade informe do noise, a maneira como escapa às tentativas de o enformar num discurso, vem conferir-lhe também um carácter extremamente material. E, simultaneamente, aproxima-o da performance, na forma como nos coloca perante uma presença, deixando o seu material apenas ser, fora de qualquer regra, porque surge de um excesso extremo de regras que apontam em todas as direcções.
Um dos nomes fundamentais do noise japonês é KK Null, ao lado de Merzbow, C.C.C.C., Masonna, Incapacitants, Gerogerigegege, Hanatarash, entre outros.
Natural de Tóquio, onde nasceu em 1961, KK Null (Kazuyuki Kishino) é, desde os anos 1980, uma referência e um nome de culto do noise, dos extremos mais duros do rock e da música experimental.
Após breves estudos de Butoh nos workshops Mai-Juku do coreógrafo e performer Min Tanaka em 1981, Kishino iniciou a sua carreira musical com improvisações na guitarra que apresentava nos clubes de Tóquio.
Ainda nos anos 1980, viria a colaborar com Merzbow e com Tatsuya Yoshida (dos Ruins) e Masashi Kitamura na banda YBO2. Fundou o trio de 'noise/rock' Absolut Null Punkt e a banda Geva2 com Yoshida e Yamatsuka Eye (Boredoms). Em 1985, criou a sua própria editora, a Nux Organization, onde foram lançados trabalhos de bandas como os Melt-Banana e Space Streakings. Foi ainda produtor da série de compilações com bandas japonesas Dead Tech que contribuiram de forma decisiva para o reconhecimento internacional da música alternativa japonesa desde o início dos anos 1990 até aos nossos dias.
KK Null tornar-se-ia ainda conhecido enquanto mentor, guitarrista e vocalista dos Zeni Geva, banda de rock hardcore progressivo, com albums produzidos por Steve Albini, duas gravações para as John Peel Sessions da BBC e extensas tournés pela Europa, EUA, Austrália e Japão.
Ao longo da sua longa carreira, KK Null teve colaborações com importantes nomes da música experimental e improvisada como Z’ev, Chris Watson, Daniel Menche, Keiji Haino, Seiichi Yamamoto, Jon Rose, Philip Smarttzis, Alexei Borisov, John Zorn, Jim O’Rourke, Zbignew Karkowski ou Fred Frith entre muitos outros. Foi convidado a participar em festivais internacionais como o Sonar (Barcelona), Beyonde Innocence (Kobe/Osaka), Exiles (Berlim), International Sound Art Festival (Cidade do México), Totally Huge New Music Festival (Perth, Austrália), Avanto (Helsínquia), All Tomorrow's Parties (Inglaterra), International Festival Musique Actuelle (Victoriaville, Canadá), Présences Électroniques (Paris), entre inúmeros outros.
Nas suas performances a solo, KK Null tem vindo a abandonar a guitarra enquanto seu instrumento de eleição ao longo de vinte anos, para se dedicar a explorações no território da electrónica, criando intensas ondas sonoras de 'noise', ambientes electroacústicos, desconstruções rítmicas, esculturas sonoras ou 'drones' que poderiam ser descritos como “noise cósmico maximal/minimalista”.
Mais info:
www.kknull.com
www.myspace.com/00kknull
Colaboração:
DJ MR. MUECK (The Durian Brothers/IFF)
Mr.Mueck é membro do grupo de turntablism experimental Institut Für Feinmotorik e co-fundador com o músico e produtor de house minimal Antonelli Electric do projecto The Durian Brothers.
É dj residente e agente no clube de Düsseldorf Salon des Amateurs, tendo uma larga experiência no campo do techno minimal e electrónica experimental. Podemos encontrá-lo frequentemente nas noites de Zurique (Dachkantine, Rohstofflager, etc), Basileia, Colónia, Berlim, etc.
Durante o ano passado Mr. Mueck começou a desenvolver uma visão pessoal para as suas sessões de djing onde paisagens sonoras ruidosas e percussão étnica (tambores africanos, percussão sufi marroquina, etc) se combinam e evoluem para algo que se poderia denominar afro-noise ou tribal rhythm’n’noise.
Mais info:
institut-fuer-feinmotorik.net
É dj residente e agente no clube de Düsseldorf Salon des Amateurs, tendo uma larga experiência no campo do techno minimal e electrónica experimental. Podemos encontrá-lo frequentemente nas noites de Zurique (Dachkantine, Rohstofflager, etc), Basileia, Colónia, Berlim, etc.
Durante o ano passado Mr. Mueck começou a desenvolver uma visão pessoal para as suas sessões de djing onde paisagens sonoras ruidosas e percussão étnica (tambores africanos, percussão sufi marroquina, etc) se combinam e evoluem para algo que se poderia denominar afro-noise ou tribal rhythm’n’noise.
Mais info:
institut-fuer-feinmotorik.net
SIR ALICE
A francesa Alice Daquet cruza vários universos cujo denominador comum é a música, ou antes, o som. Com apenas 25 anos e um diagnóstico reservado de extrema esquizofrenia artística, tem experimentado desde instalações multimédia a performances body art, passando pela pesquisa sonora, sem esquecer a sua banda punk da adolescência. Alice cria instalações sonoras e performances, colabora com coreógrafos, vídeo artistas, entre outros. Passou dois anos no laboratório de percepção e cognição musical do IRCAM (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique), onde agora cria sensores e desenvolve programas para as suas performances. Ainda no domínio da pesquisa sonora, participa regularmente em conferências sobre novas tecnologias interactivas com aplicações na performance.
A sedução exalada pelas suas actuações resulta da boa comunicação entre todas as partes do seu complexo organismo sensorial. Por mais exagerada que pareça a sua posição em palco, sob o nome Sir Alice, mistura sem esforço todo o espectro da actividade sonora, desde o mais experimental ruído até ao mais vulgar beat produzindo um tipo de no wave digital-punk negro e abrasivo. Estas referências estão bem explícitas desde o primeiro EP lançado em 2004 pela editora francesa Tigersushi (a mesma que tem nos seus catálogos trunfos como K.I.M, Principles Of Geometry, Joakim, Dirty Soundsystem).
Nestes registos, continua a sua tradição desenvergonhada de ruído e agressão, criando um cenário sem subtilezas ao qual junta a voz crua, quase completamente alheia à melodia.
Vamos imaginar uma festa despida de pudores entre People Like Us, as Cobra Killer, Angie Reed e Mariola Brillowska. O resultado desse cenário é algo tão catastrófico como um pinóquio digital, uma força viral cujos efeitos fazem corar o mais corajoso espirro.
Sir Alice é uma verdadeira performer. Daquet encarna as suas criações, tornando-se o meio que ajuda à compreensão da sua música.
Mais info:
www.myspace.com/siralice
www.tigersushi.com
A sedução exalada pelas suas actuações resulta da boa comunicação entre todas as partes do seu complexo organismo sensorial. Por mais exagerada que pareça a sua posição em palco, sob o nome Sir Alice, mistura sem esforço todo o espectro da actividade sonora, desde o mais experimental ruído até ao mais vulgar beat produzindo um tipo de no wave digital-punk negro e abrasivo. Estas referências estão bem explícitas desde o primeiro EP lançado em 2004 pela editora francesa Tigersushi (a mesma que tem nos seus catálogos trunfos como K.I.M, Principles Of Geometry, Joakim, Dirty Soundsystem).
Nestes registos, continua a sua tradição desenvergonhada de ruído e agressão, criando um cenário sem subtilezas ao qual junta a voz crua, quase completamente alheia à melodia.
Vamos imaginar uma festa despida de pudores entre People Like Us, as Cobra Killer, Angie Reed e Mariola Brillowska. O resultado desse cenário é algo tão catastrófico como um pinóquio digital, uma força viral cujos efeitos fazem corar o mais corajoso espirro.
Sir Alice é uma verdadeira performer. Daquet encarna as suas criações, tornando-se o meio que ajuda à compreensão da sua música.
Mais info:
www.myspace.com/siralice
www.tigersushi.com
SOFT CIRCLE
“Full Bloom” é o título do álbum de estreia do projecto Soft Circle, editado em 2007. A imagem de exuberância radiante a que este título alude no florescimento vigoroso estará próxima do sentimento que nos assalta quando ouvimos a música que o seu autor, Hisham Akira Bharoocha, produz. Um estado de intoxicação inebriante que partilha tonalidades emocionais com certos estados de transe, ou com uma luminosidade psicadélica de libertação espiritual.
Soft Circle começou como projecto a solo, integrando actualmente a colaboração de Ben Vida (Town and Country/Bird Show). Propulsionado pelo fascínio pela repetição, pelos ritmos cíclicos, assenta numa metodologia que passa pela gravação ao vivo de loops, enriquecidos e consolidados por vagas vocais e electrónicas e pela forte presença das batidas de percussão.
Praticante de meditação, Bharoocha pretende que a sua música incorpore a sensação de plenitude associada a esta prática. Assim, nas suas performances ao vivo podemos verificar um encontro explosivo entre corpo e espírito. À medida que Bharoocha se entrega ao tribalismo rítmico e à construção de texturas ambientais, embarcamos com ele numa viagem onde o interior e exterior se vão fundindo numa presença que é simultaneamente expansiva na sua energia absorvente e contagiante, mas também isolacionista na medida em que nos leva até um lugar onde nos alheamos de tudo o que está à volta. Somos convidados a penetrar a superfície da forma repetitiva e assim mergulhar no universo enigmático das nuances, do infinito inscrito no infinitesimal. Partimos em direcção a lugares partilhados por rituais que atravessam a história da humanidade, sublinham a complexidade da natureza humana, espelhada numa relação indecifrável com a produção e percepção musical.
Com ascendência do Japão e de Myanmar, Hisham Bharoocha cresceu entre o Oriente e o Ocidente, entre Tóquio, o Canadá e os Estados Unidos, para onde foi estudar fotografia. Talvez daqui resulte um certo carácter panmusical para o qual contribuem influências de punk, metal, folk, hip-hop, reggae, noise e música experimental. Vestígios de todos estes estilos emergem à superfície da sua música.
Na Rhode Island School of Design e na cena musical de Brooklyn, encontrou um terreno fértil para colaborações musicais tendo estado ligado à fundação de grupos como os Lightning Bolt ou os Black Dice (onde deixou como marca a fluidez aquosa que podemos testemunhar em discos como “Beaches and Canyons”).
Integra o projecto de discopunk Pixeltan e foi director musical do lendário concerto 77 BOADRUM, uma composição musical para os japoneses Boredoms que envolveu 77 bateristas em 2007, bem como da 88 BOADRUM em 2008, com 88 bateristas a tocarem com os Boredoms em Los Angeles e com os Gang Gang Dance em Nova Iorque, no mesmo dia.
Realizou tournées com os Lichens e Grizzly Bear, mas o Tonic em Nova Iorque será o lugar onde mais facilmente podemos encontrar Bharoocha a tocar.
Enquanto artista visual, dedica-se à fotografia, desenho, colagens e realização de murais. Na sua obra visual são manifestos os paralelismos com o seu trabalho musical, nomeadamente o brilho psicadélico, a saturação e os padrões rítmicos estonteantes.
Mais info:
www.myspace.com/softcircle
hishamb.net
Praticante de meditação, Bharoocha pretende que a sua música incorpore a sensação de plenitude associada a esta prática. Assim, nas suas performances ao vivo podemos verificar um encontro explosivo entre corpo e espírito. À medida que Bharoocha se entrega ao tribalismo rítmico e à construção de texturas ambientais, embarcamos com ele numa viagem onde o interior e exterior se vão fundindo numa presença que é simultaneamente expansiva na sua energia absorvente e contagiante, mas também isolacionista na medida em que nos leva até um lugar onde nos alheamos de tudo o que está à volta. Somos convidados a penetrar a superfície da forma repetitiva e assim mergulhar no universo enigmático das nuances, do infinito inscrito no infinitesimal. Partimos em direcção a lugares partilhados por rituais que atravessam a história da humanidade, sublinham a complexidade da natureza humana, espelhada numa relação indecifrável com a produção e percepção musical.
Com ascendência do Japão e de Myanmar, Hisham Bharoocha cresceu entre o Oriente e o Ocidente, entre Tóquio, o Canadá e os Estados Unidos, para onde foi estudar fotografia. Talvez daqui resulte um certo carácter panmusical para o qual contribuem influências de punk, metal, folk, hip-hop, reggae, noise e música experimental. Vestígios de todos estes estilos emergem à superfície da sua música.
Na Rhode Island School of Design e na cena musical de Brooklyn, encontrou um terreno fértil para colaborações musicais tendo estado ligado à fundação de grupos como os Lightning Bolt ou os Black Dice (onde deixou como marca a fluidez aquosa que podemos testemunhar em discos como “Beaches and Canyons”).
Integra o projecto de discopunk Pixeltan e foi director musical do lendário concerto 77 BOADRUM, uma composição musical para os japoneses Boredoms que envolveu 77 bateristas em 2007, bem como da 88 BOADRUM em 2008, com 88 bateristas a tocarem com os Boredoms em Los Angeles e com os Gang Gang Dance em Nova Iorque, no mesmo dia.
Realizou tournées com os Lichens e Grizzly Bear, mas o Tonic em Nova Iorque será o lugar onde mais facilmente podemos encontrar Bharoocha a tocar.
Enquanto artista visual, dedica-se à fotografia, desenho, colagens e realização de murais. Na sua obra visual são manifestos os paralelismos com o seu trabalho musical, nomeadamente o brilho psicadélico, a saturação e os padrões rítmicos estonteantes.
Mais info:
www.myspace.com/softcircle
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-
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00h00 - KK NULL (PM)
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